Cid Gomes: "Quem quer dar aula, faz isso por gosto e não pelo salário..."

A educação no nosso país é marcada historicamente pelo desprezo, a prova disto está na situação das escolas e do ensino como um todo, infraestrutura, plano de ensino e condições para os professores. Muito se fala em Copa do Mundo e Olimpíadas e no desenvolvimento do Brasil, sempre chamado de país do futuro, porém, temos sérios problemas em educar crianças e adolescentes e sairmos dessa condição de promessa, para se tornar uma realidade.

Sala de aula em escola estadual de Rondônia
O Brasil ocupa a 88ª posição no ranking de educação da Unesco, em uma pesquisa que conta com 127 países e é avaliada com apenas nível "médio", ficando atrás de países como Equador e Bolívia, como publicou o site de notícias Folha.com (para ler a matéria, basta clicar no link acima). Para se trabalhar com educação no Brasil, é necessário muito amor pela profissão. Os profissionais da área, especialmente os do ensino público, precisam fazer milagras para trabalhar com as péssimas condições que são oferecidas pelo governo, têm a missão de passar o conteúdo para salas super lotadas (algumas contam com cerca de 45 alunos numa única sala, o ideal seria em torno de 25), além de lidar com alunos desinteressados que, devido a estes problemas, possuem mais dificuldade de absorver os conteúdos e dispersam a atenção dos outros alunos.

Cid Gomes, governador do Ceará
Como se já não bastasse tantos desafios para professores, especialmente os da educação pública, há a falta de interesse dos políticos em ouvir e atender as necessidades dessa classe. O governador do Ceará, Cid Gomes, deu a seguinte declaração a respeito da valorização dos professores: "Quem quer dar aula, faz isso por gosto e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado." O curioso da história é que este mesmo político não abre mão em reduzir seu salário para trabalhar em benefício da população, muito pelo contrário, são os próprios políticos que votam o aumento de seus salários. Outro fato entristecedor é que políticos como este são eleitos pela própria população.

Fica difícil acreditar em um país com menos desigualdades, se o principal passo para isso não é realizado, o investimento na educação, as iniciativas dos nossos representantes para o desenvolvimento intelectual da população são praticamente nulas. Precisamos evitar ao máximo depender da educação que é oferecida, buscar as informações para termos opiniões formadas e carregadas de argumentos, buscar conhecimento, até porque temos uma das melhores ferramentas para isso, a internet. Nossos representantes querem que sejamos sempre dependentes de programas eleitoreiros, como as diversas bolsas existentes, para que eles se mantenham no poder e a população se mantenha leiga e conformada com tal situação.
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