Somos mesmo iguais?

A ideia de que todos somos iguais foi difundida principalmente com os franceses e os colonos americanos, apesar de que disso já cuidavam Platão e Aristóteles (Platão. Leis, VI 757; Aristóteles.Política. III 9 -1280a). Na teoria tudo é muito bonito e perfeito, mas na realidade as coisas não funcionam desse modo.

Desde o surgimento da humanidade, o ser humano busca uma forma de viver na qual melhor se adequa, fazendo com que se crie novos costumes. Não há a possibilidade de todos os seres serem iguais. Veja, o comportamento de um rico, acostumado com as mais requintadas iguarias, muito provavelmente será bem diferente do pobre e sua economia de subsistência. Do mesmo modo que uma música pode agradar mais uma pessoa do que a outra.

Na sociedade em que vivemos, há muita distinção no tratamento, mesmo o artigo primeiro da Costituição Brasileira pregando que todos são iguais perante a lei. Hoje vemos que há muito preconceito por cor, classe social, etc, são os mais variados critérios que são usados para a sociedade julgar e criar esteriótipos.

Cada um de nós temos certa habilidade para lidar com determinada tarefa, porém não ter o mesmo desempenho em outra. Por exemplo, uma criança pode ser muito boa em matemática e não tão boa em português, enquanto outra criança possa ser o oposto, nem por isso qualquer uma delas se torna melhor ou pior do que a outra.

Muitas das vezes iremos encontrar pessoas que possuem valores diferentes dos nossos, não cabe a nós julgar as atitudes delas. Cada indivíduo possui uma história, experiências que a fizeram ser do jeito que são. Se quisermos conviver bem com diferentes seres, devemos nos adaptar a eles. O fato de as pessoas serem diferentes não diminui nosso amor por elas, sua família pode ter gostos distintos do seu, nem por isso você deixa de amá-la. 


"Assim, a receitinha básica é TOLERÂNCIA, RESPEITO, CONSIDERAÇÃO. Podemos viver juntos a despeito de nossas diferenças. A beleza da humanidade está na diversidade que enriquece nossa experiência de vida." Este é o trecho de um texto de Luiz Pessoa (para acessá-lo, clique aqui).

Teremos menos problemas sociais quando aprendermos a conviver com as diferenças e esquecer esta ideia utópica de que todos são iguais. Somos detentores características únicas, que a diferencia das demais. Devemos aceitar que temos diferenças e que elas podem agradar, ou não, alguém em algum ponto. 

Jamais iremos agradar a todos ou atender à todas as expectativas que outras pessoas nos depositam, mas podemos fazer o possível para que essa convivência com o diferente se torne mais agradável, respeitando as pessoas pelo que elas são.

Nosso início e fim serão iguais, nascemos e um dia morreremos. Mas o meio dessa história é diferente para cada um de nós.
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